Assisti um filme hoje, "Closer" o nome dele...
Nunca passei da "foto com lagrimas"... hoje foi diferente. Assisti desde o início, tive uma das experiências mais incríveis da minha vida: uma crise.
Nunca percebi que era parecido com o personagem que Jude Law interpreta. Claro que o vi como quem se vê em um espelho embaçado, pois sinceridade e covardia são características minhas. No final do ano passado, um triangulo amoroso muito parecido com o filme: estava com uma, terminei por outra, a uma transou com outro, eu transava com a outra, terminei com a outra, a uma nunca firmou relacionamento, voltei com a uma. Diferença: amo a uma e estou com ela. De compromisso público inclusive.
Passei muito tempo aprendendo sobre como ter relacionamentos. Meu coração se tornou forte, duro e calmo, de tal forma que jamais seria abalado por nada. Sempre correndo atras de ser o elo perfeito entre Connor Mead, Alfie e Tank.
Mas eu parei, pois amo. Meu coração agora amolece e volto a sentir o sangue quente, carregado de todo tipo de sentimento doloroso.
Minha adolescência, como em "Ghosts of Girlfriends Pas", prometida a nunca mais me sentir daquele jeito. Achei um bode expiatório, a ofereci para nunca tê-la, o fiz de boa vontade. Assim eu pude me convencer de que, se eu jamais tivesse o meu "amor", estaria justificado ter todas as outras.
Adoro esses filmes, meu mundo pessoal tem a atmosfera deles, todas as mulheres que eu conheci eu deixei que entrasse no meu mundo, onde elas são as moças belas que terão uma experiência inesquecível e eu terei todo o prazer de proporcionar isso.
Falha??? Eu somente aprendi sobre o mundo do inesquecível, e somente é inesquecível pois acaba.
Não sei se vale a pena acabar com meu relacionamento, não sei se quero isso, mas sei como me sinto: incompleto, não mereço e não posso ter um relacionamento para toda vida.
Serei teimoso contra o que sinto agora, serei sincero como sempre fui e no final, doa a quem doer, farei o que eu quero, independente do quanto eu possa sofrer.
Afinal, dor passa, vida volta ao normal, oportunidades surgem e nos resta aproveitar.